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Friday, May 24, 2024
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Em discurso, senador de Rondônia reafirma apoio ao governo Lula mesmo que ‘‘possa me causar sérios e irreparáveis prejuízos políticos’’

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Confúcio reforça compromisso com o desenvolvimento de Rondônia e destaca importância da cooperação entre entes federados.

Porto Velho, RO – Em discurso proferido nesta terça-feira, 19, no Senado Federal, o senador Confúcio Moura, único representante de Rondônia alinhado ao governo federal liderado por Lula, do PT, reiterou sua posição centrada no espectro político, destacando a necessidade de cooperação e pragmatismo em meio à polarização intensa que marca o cenário nacional.

“O bom senso e a prudência devem ser indispensáveis tanto na vida pública como nos negócios. O importante é o que se chama de ‘ganha-ganha’, conceito em que não existem perdedores entre os participantes do jogo”, afirmou o parlamentar, ressaltando a importância dos programas federais para o desenvolvimento e bem-estar da população.

Confúcio Moura enfatizou a legitimidade e a relevância da participação do MDB no governo, salientando a necessidade de aglutinação de forças políticas para a construção de maioria e garantia de governabilidade. “Nenhum estado brasileiro pode prescindir de programas federais, geradores de desenvolvimento e bem-estar para o povo”, acrescentou.

Ao abordar a decisão do partido de compor com o governo, o senador enfatizou que essa escolha é coletiva e que cabe aos filiados seguir a orientação da legenda. “Eu optei por não entrar em polarização política desenhada nas eleições passadas. Eu sou um senador de centro, que apoia o Presidente para que seus planos sejam concretizados”, destacou.

Apesar de representar um estado em que a maioria dos votos foi para o candidato derrotado e que elegeu bancadas de oposição, Confúcio Moura defendeu a posição do MDB, argumentando que o confronto político deve ser deixado para estados maiores, enquanto Rondônia precisa garantir sua participação nos programas federais.

O senador também ressaltou as potencialidades de Rondônia, enfatizando a importância da infraestrutura de transporte para o desenvolvimento do estado. “O Estado de Rondônia não ganha nada em fazer oposição raivosa ao governo federal”, salientou. “Por mais ideológico que tenham sido as últimas eleições presidenciais, isso não nos dá o direito de virar as costas para um presidente legitimamente eleito. Caso a minha posição, Sr. Presidente, possa me causar sérios e irreparáveis prejuízos políticos, eu prefiro correr o risco a ter que renunciar aos investimentos e a inclusão dos programas do atual governo em nosso Estado. A Rodovia 364, a única que temos, federal, é de todos. Ela não tem ideologia, por ela trafegam carros de todos os partidos políticos”, acresceu. 

Por fim, Confúcio Moura reiterou seu compromisso com o desenvolvimento de Rondônia e a melhoria da qualidade de vida da população, especialmente no que diz respeito à educação. “A minha meta principal é lutar pela melhoria da educação de qualidade para todos”, concluiu o parlamentar.

ASSISTA AO VÍDEO:


CONFIRA O DISCURSO:

“[…] Sr. Presidente, senador Plínio Valério, Paulo Paim, demais senadores que estão nos gabinetes, Sr. Presidente, modéstia à parte, o tempo vivenciado na política por vários mandatos me ensinou que o bom senso e a prudência devem ser a arte mais conveniente.

Indispensável que tanto na vida pública, como nos negócios, o importante é o que se chama ganha-ganha. É assim que tenho me comportado no atual governo do presidente Lula. Nenhum Estado brasileiro pode prescindir de programas federais, de grande vulto, geradores de desenvolvimento e bem-estar ao povo.

Vivemos momentos de recursos escassos no Brasil e no mundo também. Nada melhor do que a cooperação entre os entes federados. Além do mais, qualquer governo necessita de apoio no Congresso Nacional, justamente para garantir o apoio necessário às reformas, importantes e necessárias, e às leis facilitadoras de empreendimentos privados, além de uma boa governabilidade. Segurança que seus projetos sejam aprovados e desenvolvidos. O Brasil é um concerto de estados federados e de municípios que devem funcionar como vasos comunicantes. Eu optei por não entrar em polarização política desenhada nas eleições passadas. Eu sou um senador de centro que apoia o presidente para que seus planos sejam concretizados. Em segundo lugar, eu sou grato ao presidente Lula por ter aberto o seu governo para o meu partido, o MDB, e oferecido três importantes ministérios, Ministério das Cidades, Transportes e Planejamento.

Então, nós estamos no governo, neles indicamos os nossos melhores quadros do nosso partido para contribuir com o nosso país, nesse novo momento que julgo difícil para o Brasil e para o mundo. Eu fico imaginando o Estado, como o que eu represento aqui, o Estado de Rondônia, que geograficamente é importante, principalmente por ser da Amazônia, embora tenha uma população pequena, mas uma amostra viva do povo brasileiro. Ele foi colonizado por todos os estados  brasileiros. Rondônia expressa o Brasil mestiço, o Brasil corajoso, que se define, basicamente, como o Estado onde a reforma agrária deu certo.

Eu posso dizer, sem medo, Rondônia é o Estado da reforma agrária. Eu acredito que temos mais de 120 mil pequenas propriedades familiares. E isso é extremamente importante. Talvez seja equivalente, ou um pouco mais, do que o Estado de Santa Catarina. Vamos partir do princípio que todos os parlamentares rondonienses deveriam fazer oposição ao presidente Lula. Muito bem. O que é que o Estado ganharia em ficar de fora de todos os programas federais de investimento?

Claro que nada. Se fosse para jogar para a plateia, para mim seria mais cômodo ser um senador de oposição, já que a oposição nessa eleição passada teve 70% dos votos do meu Estado. No entanto, o juízo e o tempo me disseram para não seguir este caminho. O Estado de Rondônia é precioso. Basta olhar o mapa da América Latina para ver a cidade de Porto Velho está no coração. As distâncias entre os oceanos marcam posição justamente em nosso Estado.

Muito bem, sabendo disso e vendo que nosso Estado tem preciosidades geopolíticas, que precisamos muito de infraestrutura de transportes, que precisamos muito não apenas da melhoria da única rodovia que traceja o estado de norte a sul, a BR-364, temos outras potencialidades logísticas, como a hidrovia do Rio Madeira e, para o futuro, uma ferrovia que possa incrementar ainda mais o comércio latino-americano e saídas para o Oceano Pacífico.

O Estado de Rondônia não ganha nada a ser raivosamente oposição. Por mais ideológico que tenham sido as últimas eleições presidenciais, isso não nos dá o direito de virar as costas para um presidente legitimamente eleito. Caso a minha posição, Sr. Presidente, possa me causar sérios e irreparáveis prejuízos políticos, eu prefiro correr o risco a ter que renunciar aos investimentos e a inclusão dos programas do atual governo em nosso Estado. A Rodovia 364, a única que temos, federal, é de todos. Ela não tem ideologia, por ela trafegam carros de todos os partidos políticos. Os créditos para os agricultores familiares e para o agronegócio exportador também não têm ideologia. Temos que entender que o eleitorado rondoniense não altera a balança de uma eleição presidencial. Diante disso, eu busco ser um agente político que aproxime o Estado do governo federal e que lute para que o Estado não fique de lado, fora das suas políticas.

Nas minhas visitas ao Estado, em nenhum momento eu fugi da minha posição. Até falei nos meus pronunciamentos. Me aceitem como eu sou, porque vocês precisarão de mim. As minhas posições são históricas e ninguém cabe dizer que mudei de posição agora.

O meu partido é MDB, que é o único e o que eu sempre tive. A quem respeito e me sinto orgulhoso de pertencer. E que estarei aqui no Senado visando o desenvolvimento do nosso Estado e do país, contribuindo com os municípios. A minha meta principal é lutar pela melhoria da educação de qualidade para todos. E Rondônia, devido a sua pequena população, pode ser uma amostra muito positiva e bem-sucedida de alfabetização no tempo certo, ou na idade certa, e zelar cuidadosamente dos jovens de 13 a 17 anos do ensino médio.

Era só isso, Sr. Presidente.

Obrigado”..

fonte: rondoniadinamica

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